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3.º Episódio do “Alumni Mundus” leva-nos ao mundo da engenharia

No terceiro episódio da primeira série “Viagem à U.Porto”  vamos descobrir os percursos surpreendentes da engenharia pela voz de Daniel Campos, alumnus da Faculdade de Engenharia da U.Porto. O Engenheiro Civil, que passou por Moçambique, vive atualmente no Qatar com a família, onde é Diretor Geral na ELAN URBAN.  Fique a conhecer as aventuras de Daniel Campos no podcast “Alumni Mundus”.

Este é o “Alumni Mundus”, o podcast que pretende mostrar-vos o Mundo dos Alumni U.Porto.

 “Alumni Mundus” é uma série de podcasts que vai abordar diferentes temas e que pretende dar a conhecer a vida e os percursos dos Alumni da Universidade Porto. Este projeto é uma iniciativa do Gabinete Alumni da Reitoria, dos Gabinetes Alumni da Faculdade da Engenharia e do Gabinete de Comunicação e Imagem da Faculdade de Desporto, com a participação de todas as unidades orgânicas da Universidade do Porto e o apoio da Casa Comum. A primeira série “Viagem à U.Porto” leva-nos a descobrir percursos de Alumni dos diferentes cursos da U.Porto em estórias de vida que se entrelaçam em percursos únicos.

Alumnus da U.Porto lança livro de contos

Carlos Galinho Pires, alumnus da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, lançou o seu segundo livro na Guarda, sua cidade-natal, estando o mesmo já à venda em Portugal e no Brasil. O livro chama-se “De Conto a Romance – Volume II” e segue o modelo do primeiro, consistindo em 10 contos de temáticas e géneros muito variados (ficção científica, fantasia, romance, comédia, drama, etc.).

Sobre o livro:

Dez histórias multifacetadas compõem esta antologia. Um mulherengo, após mais uma conquista descartável, vê a sua vida transformada num inferno. Um diário regista as incríveis e irresponsáveis aventuras de um pré-adolescente com criatividade em excesso. Um guarda-noturno torna-se num super-herói com o intuito de defender o seu bairro. Uma experiência científica pretende conceber famílias monoparentais com recurso à fertilização natural. Uma ginasta fica em coma perdendo o final da sua adolescência; quando acorda luta por regressar à competição enquanto tenta controlar uma paixão intensa e extasiante. Abílio é um génio descontente com a sociedade que acaba por se clonar insaciavelmente, dando origem a uma cidade-estado considerada por muitos como uma verdadeira utopia. Uma civilização interestelar à beira da extinção, encontra salvação num planeta; a celeridade que a sua missão exige tem como consequências a manipulação desmesurada de ecossistemas e de códigos genéticos, resultando na criação inadvertida de uma nova civilização que aos poucos pretende ser algo mais. Isabel é uma estrela em ascensão da música pop descontente com a sua garantida e fabricada carreira; Alexandre é um introvertido one-man band que se torna na sua grande inspiração. A trilogia Escribas do Destino tem o seu desfecho com os dois últimos capítulos da saga.

Sobre o autor:

Carlos Galinho Pires, nasceu em 1987 e dividiu a infância e a adolescência entre a cidade da Guarda e a aldeia de Vale de Estrela. Atualmente reside no Porto. Na escola, o seu exercício favorito de Língua Portuguesa era a composição, que usava para domesticar a sua imaginação fértil. No entanto, só mais tarde, já na faculdade, a criatividade irrequieta se manifesta, quando é incentivado pelos colegas a escrever regularmente num blogue de humor. Cada vez com mais gosto pela arte da redação, é após frequentar um curso de escrita criativa que descobre que não pode viver sem ela, e começa a escrever contos de ficção com alguma regularidade. Desde então, este engenheiro informático de profissão nunca mais parou, sendo esta obra a sua 2ª coletânea.

Fonte: https://www.chiadobooks.com/autores/carlos-galinho-pires

Mais informações sobre a coleção poderão ser consultadas no Facebook:
https://www.facebook.com/decontoaromance

Mais detalhes sobre os livros podem ser encontrados nos seguintes links:

Livro 1: https://www.chiadobooks.com/livraria/de-conto-a-romance

Livro 2: https://www.chiadobooks.com/livraria/de-conto-a-romance-vol-ii

Miguel Xavier

Alumnus da FEUP conquista bolsa Marie Curie

O investigador português Miguel Xavier, mestre em Bioengenharia – ramo de Engenharia Biomédica – da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), foi recentemente distinguido pela Comissão Europeia com uma bolsa individual Marie Curie no valor de 160 mil eurosGASTRIC é o nome do projeto premiado, focado no desenvolvimento de um dispositivo automatizado que simula a digestão e absorção intestinal de fármacos ou suplementos alimentares ingeridos oralmente.

“A partir deste dispositivo, será possível prever se um determinado composto ativo é devidamente digerido e absorvido e se se torna disponível para atingir, por exemplo, um órgão-alvo. Com um dispositivo deste tipo, espera-se, por um lado, conseguir acelerar o tempo necessário para o desenvolvimento de novos fármacos ou suplementos e, por outro lado, reduzir a necessidade de recorrer a estudos com animais para fazer essas mesmas previsões.”, esclarece o investigador.

O projeto, a ser desenvolvido por Miguel Xavier e restante equipa de investigação no Laboratório Internacional de Nanotecnologia (INL), em Braga, conta ainda com dois parceiros no Reino Unido: a farmacêutica GlaxoSmithKline e a Universidade de Southampton, estabelecimento de ensino onde concluiu o doutoramento em 2018.

“Tinha a esperança de ser bem-sucedido”

Para Miguel Xavier, a conquista da bolsa Marie Curie constitui “um motivo de orgulho”, uma vez que se trata de um prémio competitivo e de elevada reputação. “O prestígio associado a estas bolsas e também a alta competitividade que lhes é característica motivaram-me a apresentar a minha candidatura. As expetativas foram sempre muito comedidas devido à baixa taxa de sucesso, que é normalmente abaixo dos 10%. Mas, claro, tinha a esperança de ser bem-sucedido e de conseguir financiamento para suportar a minha investigação”, revela o investigador português.

E, de facto, sucesso é algo que não tem faltado a Miguel Xavier: em março de 2017 foi distinguido no Parlamento Britânico com uma medalha de ouro no âmbito da competição “STEM for Britain”, que premeia jovens investigadores pela excelência do trabalho de investigação. Fruto do seu trabalho final de doutoramento, o projeto visou na altura o desenvolvimento de um chip de microfluídica para o isolamento de células estaminais da medula óssea.

“Olhando para trás, percebo a relevância deste projeto, uma vez que no Reino Unido já são utilizadas células da medula para promover a regeneração óssea no contexto de cirurgias de colocação de prótese total da anca. A taxa de sucesso destas cirurgias é muito elevada, mas, em pacientes com idade mais avançada, quando a capacidade de regeneração óssea já é mais reduzida, pode haver problemas na integração da prótese na matriz óssea. E é aí que o tratamento com células estaminais da medula do próprio paciente pode ser revolucionário.”, admite Miguel Xavier.

Agora, com um projeto de grande envergadura e 160 mil euros na mão, o futuro avizinha-se promissor para o investigador e alumnus da FEUP. “O próximo passo, e o mais importante, é executar este projeto com sucesso. Vou ainda procurar cimentar as relações profissionais que criei no Reino Unido, aproveitando também para aprender novas técnicas e obter conhecimento que me poderão ajudar mais tarde”, conclui.

Fonte: Portal de Notícias da U.Porto

Rui Calçada

Professor da FEUP distinguido com o Prémio Robert Moskovic 2020

A Sociedade Europeia de Integridade Estrutural (ESIS), através do comité técnico ESIS TC12, atribuiu a Rui Calçada, Professor Catedrático e diretor do Departamento de Engenharia Civil da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), o Prémio Robert Moskovic 2020, como reconhecimento pelas suas contribuições destacadas na área da “Integridade de Infraestruturas e Estruturas Ferroviárias”.

“É para mim um enorme motivo de orgulho ter sido um dos vencedores do Prémio Roberto Moskovic 2020. Este prémio é extensível aos investigadores da unidade de I&D CONSTRUCT com quem tenho tido prazer de trabalhar ao longo destes anos. Agradeço aos membros do comité técnico ESIS/TC12 por esta honrosa distinção”, admite Rui Calçada.

Para o também diretor do departamento de Engenharia Civil da FEUP, o galardão representa igualmente “um incentivo para continuar a desenvolver, ainda com mais empenho, investigação na área da integridade estrutural de infraestruturas ferroviárias e ajudar a afirmar a FEUP como uma instituição de referência internacional neste domínio”.

Com 20 anos de experiência profissional relevante, Rui Calçada tem-se notabilizado na criação de modelos avançados de análise da interação dinâmica comboio-infraestrutura. É coordenador do Centro de Saber da Ferrovia da FEUP e foi um dos principais impulsionadores da Plataforma Ferroviária Portuguesa.

Investigador responsável de 12 projetos de investigação e membro da equipa de 10 projetos de investigação na área da ferrovia, Rui Calçada é Diretor do Programa Doutoral i Rail. Foi o responsável pela participação da FEUP em projetos europeus de grande envergadura no setor da ferrovia: CAPACITY4RAIL, IN2RAIL, RISEN, IN2TRACK2 e na Joint Undertaking SHIFT2RAIL. Ao longo da sua carreira orientou 16 teses de doutoramento e é autor de mais de 300 publicações técnicas e científicas.

Criado em 2018, em homenagem ao fundador do comité técnico ESIS TC12, o Prémio Robert Moskovic visa homenagear as contribuições extraordinárias de investigadores e engenheiros nas áreas de Análise de Risco e Segurança de Estruturas.

Além de Rui Calçada, a edição deste ano distinguiu ainda os professores Malcolm Neil James, da Universidade de Plymouth (Reino Unido), e Vladimir Moskvichev, da Academia de Ciências da Rússia.

Fonte: Portal de Notícias da U.Porto

Pedro Camanho

Pedro Camanho eleito ‘fellow’ da sociedade de aeronáutica mais antiga do mundo

O investigador Pedro Camanho,  vice-presidente do INEGI – Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial, Professor Catedrático da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), foi eleito fellow da Royal Aeronautical Society, uma instituição britânica profissional e multidisciplinar dedicada à comunidade aeroespacial global.

O título de fellow corresponde ao grau mais elevado atribuído por aquela que é a sociedade de aeronáutica mais antiga do mundo. No grupo dos eleitos cabem apenas profissionais com contribuições notáveis para o avanço da aeronáutica.

Nesta área, Pedro Camanho tem vindo a destacar-se pelo estudo e desenvolvimento de materiais compósitos avançados, contribuindo para a criação de novas estruturas de alto desempenho e com baixo peso que atendam aos severos requisitos de resistência mecânica.
Professor Catedrático da FEUP desde 2014, Pedro Camanho é ainda presidente do Laboratório Associado de Energia, Transportes e Aeronáutica (LAETA) e Diretor da área de ‘Space-Earth Interactions’ do programa UT Austin Portugal.

Esta distinção junta-se às muitas outras que o docente e investigador já soma, nas quais se inclui o Prémio de Excelência Científica da Universidade do Porto, que recebeu no início deste ano.

Fundada em 1866, a Royal Aeronautical Society é a mais antiga sociedade de aeronáutica do mundo. Tem como missão promover os mais altos padrões profissionais, fornecer uma fonte única de informações especializadas e um fórum para o intercâmbio de ideias.

Fonte: Portal de Notícias da U.Porto

Alumnus da FEUP vence Prémio Inovação Jovem Engenheiro 2019

Aires Colaço, investigador doutorado do Departamento de Engenharia Civil da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), foi recentemente distinguido com o Prémio Inovação Jovem Engenheiro 2019, atribuído pela Ordem dos Engenheiros – região Sul . O galardão – no valor de 10 mil euros – é entregue anualmente aos autores dos melhores trabalhos de investigação elaborados por licenciados em engenharia com menos de 35 anos.

Na base desta distinção esteve o trabalho desenvolvido por Aires Colaço na unidade de investigação CONSTRUCT, com o título ”Metodologia numérica integrada para a previsão e mitigação de vibrações e ruído re-radiado induzidos por tráfego ferroviário”. Trata-se de uma metodologia numérica capaz de simular – de uma forma integrada e eficiente – “os fenómenos de geração e propagação de vibrações induzidas por tráfego ferroviário, a sua interação com os edifícios e, numa fase mais avançada, prever os níveis de vibração e ruído re-radiado alcançados no interior dos mesmos”, explica o jovem investigador.

O facto de estes dois fenómenos estarem profundamente interligados “recomenda uma abordagem conjunta no estudo dos efeitos nefastos induzidos nos habitantes”, continua Aires Colaço. No caso de se verificarem níveis elevados dos fenómenos retratados, que não respeitem a regulamentação em vigor, “a ferramenta implementada permite o dimensionamento de medidas de mitigação”.

Esta ferramenta avançada tem sido utilizada em problemas reais de Engenharia, com um amplo campo de aplicação prático, permitindo a análise dinâmica e geotécnica de sistemas ferroviários em geral, “colocando a Engenharia nacional neste domínio ao nível das melhores práticas mundiais. Prova disso, são os trabalhos recentemente concluídos para a empresa Mott-MacDonald, no âmbito da linha de alta velocidade em desenvolvimento no Reino Unido (HS2), e para a Metro do Porto, no âmbito da expansão da rede existente”, realça Aires Colaço.

Relativamente à conquista do Prémio Inovação Jovem Engenheiro 2019, o investigador de 31 que anos considera que se trata do “reconhecimento do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido, sendo um enorme motivo de orgulho ser contemplado com um prémio com este prestígio”.

“Apesar de ser um prémio atribuído em nome individual, é também o reflexo do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido na unidade de investigação CONSTRUCT, com o contributo de diversos colegas e sob orientação dos Professores Pedro Alves Costa e Rui Calçada, aos quais agradeço publicamente todo o apoio”, conclui.

Sobre o Prémio Inovação Jovem Engenheiro

Promovido desde 1990, pelo Conselho Diretivo da Região Sul da Ordem dos Engenheiros, este galardão vem reconhecendo, ao longo das últimas três décadas, os melhores trabalhos elaborados por jovens engenheiros que se destaquem, entre outros critérios, pela originalidade/carácter inovador, aplicabilidade/utilidade prática e mérito técnico-científico. Tendo como foco principal a dinamização da capacidade inovadora dos jovens engenheiros.

Fonte: Portal de Notícias da U.Porto

Alumni FEUP lançam app

Alumni FEUP lançam app que nos “diz” o tamanho da fila no supermercado

Em tempos de combate à pandemia, todas as ajudas são bem-vindas. E é a elas que se vem juntar agora a “Posso ir?” , uma aplicação móvel que permite aos utilizadores consultar as filas e as afluências aos supermercados, evitando que se criem concentrações de pessoas.

Lançada no âmbito do movimento tecnológico tech4COVID19, esta app teve na sua génese dois antigos estudantes da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP): Luís Certo e João Lobato, cofundadores da Lapa Studio, uma startup sediada no Porto.

“Quisemos desde logo contribuir com uma abordagem tecnológica, que pudesse minimizar o impacto da pandemia na vida das pessoas: percebemos que adquirir bens essenciais, evitando filas, era uma necessidade que a tecnologia poderia assistir”, explica Luís Certo.

Mas como funciona, afinal, a aplicação? Na verdade, trata-se de um “projeto colaborativo”, à semelhança do que acontece com outras aplicações móveis que dão contam do trânsito nas estradas, por exemplo. Ou seja, cabe aos próprios utilizadores – mas também às entidades parceiras da plataforma – comunicar à aplicação o movimento nos diferentes estabelecimentos. A partir desses dados é então gerada a informação – sob a forma de lista ou mapa – atualizada e em tempo real.

Disponível nas plataforas Android e iPhone, a “Posso ir” tem tido uma adesão “fantástica”, segundo Luís Certo. “Já passamos os 100 mil utilizadores e mais de um terço já reportaram informação sobre filas. O papel altruísta destes utilizadores foi uma surpresa para nós”, acrescenta o investigador e empreendedor,

Neste momento, a dupla de engenheiros formados na FEUP está a trabalhar na criação de formas de obter dados de forma mais frequentemente, não só para disponibilizar a informação do que está a acontecer em tempo real, mas sobretudo para criar modelos que permitam prever o tamanho das filas.

Fonte: Portal de Notícias da U.Porto

António Segadães com o seu livro “Análise Matricial de Estruturas”(foto: D.R.)

António Segadães vence Prémio Carreira FEUP 2019

Centro Cultural de Belém, Teatro Camões, Recinto da Expo’98, Vasco da Gama Shopping, Algarve Shopping, Vilamoura Marina Hotel… Certamente conhecerá pelo menos um destes edifícios. Mas se calhar não sabe que todos eles possuem um traço em comum: têm a mão de António Segadães Madeira Tavares, vencedor da 2.ª edição do Prémio Carreira da FEUP. O galardão é entregue anualmente e tem por objetivo reconhecer a excelência do percurso dos diplomados da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

Um perfil notável e multifacetado com grandes contributos para a sociedade na área da Engenharia. Assim se pode resumir o trabalho de António Segadães Madeira Tavares. Nascido a 3 de dezembro 1944, em Luau (Angola), licenciou-se em Engenharia Civil na FEUP e desenvolveu um percurso notável na área dos projetos, edifícios de serviço, estruturas especiais e ainda da recuperação de edifícios.

Em 1969, integrou o Laboratório Nacional de Engenharia Civil para iniciar a sua carreira profissional. Desde então, tem participado em inúmeros trabalhos e projetos de referência a nacional e internacional. No domínio das estruturas especiais, destacam-se os projetos de Ampliação da Pista do Aeroporto do Funchal, a Cobertura da Praça Cerimonial anexa ao Pavilhão de Portugal, no recinto da Expo`98, ou ainda o projeto de Reforço e Consolidação do Túnel Ferroviário do Rossio e Galerias de Emergência.

Na área dos Edifícios de Serviços, concebeu obras como o Centro Cultural de Belém, o Pavilhão de Portugal, a Praça Cerimonial e o Teatro Camões, estes últimos edificados para a Expo 98, para além de diversos edifícios comerciais como o “Vasco da Gama Shopping”, o “Algarve Shopping”, ou ainda o Vilamoura Marina Hotel e o Hotel Meridien. António Segadães tem obra construída ao nível dos edifícios para o Ensino Superior, de que são exemplos a Escola Superior de Teatro e Cinema, na Amadora, a Faculdade de Medicina Veterinária, em Lisboa, o Complexo da Escola Superior Agrária de Santarém e a Academia da Força Aérea, em Sintra.

Finalmente, na área da Recuperação de Edifícios Antigos, destacam-se diversos trabalhos na Reconstrução da Zona Sinistrada do Chiado, o Edifício do Banco de Portugal, em Évora; o Edifício Sede do Montepio Geral, em Lisboa e a participação na adaptação a pousada do Mosteiro de Flor da Rosa no Crato.

Foi, sucessivamente, Diretor do Departamento de Estudos e Projetos da construtora Teixeira Duarte, Diretor Técnico da TRIEDE e é atualmente diretor e responsável principal da STA – Segadães Tavares & Associados, Engenheiros e Arquitetos Consultores, Lda. António Segadães Tavares desenvolveu também uma sólida experiência na área da consultoria – em particular na área dos Projetos de Estruturas -, e conquistou vários clientes em Portugal e além-fronteiras.

Entre a engenharia, o ensino e a investigação

O antigo estudante da Faculdade de Engenharia foi conciliando a atividade no mundo empresarial com uma participação na carreira de docente, tendo tido a oportunidade de lecionar no Instituto Superior Técnico, na Faculdade de Engenharia da Universidade de Luanda e no Laboratório Nacional de Engenharia Civil. Foi ainda Professor Catedrático (convidado) do Departamento de Engenharia Civil da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

Autor do livro “Análise Matricial de Estruturas”, editado em 1972 pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil, possui dezenas de trabalhos editados em publicações especializadas e apresentados em congressos e conferências nacionais e internacionais. É membro sénior da Ordem dos Engenheiros (especialista em estruturas), e membro da Federação Internacional do Betão, do American Concrete Institute, da International Society for Soil Mechanics and Foundation Engineering e da Sociedade Portuguesa de Geotecnia.

Doutor Honoris Causa pela Universidade Nova de Lisboa (2012), António Segadães tem sido granjeado com diversos prémios e distinções, destacando-se o “Nobel de Engenharia de Estruturas” (“Outstanding Structure Award”), atribuído pela International Association for Bridge and Structural Engineering pelo projeto de ampliação da pista do aeroporto da Madeira (2004). De realçar ainda as Medalhas da República Portuguesa “Ordem de Ordem do Infante D. Henrique” (2006) e “Ordem de Mérito” (2000), a “Medalha de Ouro” da Ordem dos Engenheiros (2011), e ainda o “Prémio SECIL” de Engenharia Civil (2001).

O Prémio Carreira da FEUP 2019 será entregue na Conferment Ceremony, iniciativa que decorrerá no dia 19 de março, na Faculdade de Engenharia.

Mais informaçõeaqui.

Sobre o Prémio Carreira FEUP

Atribuído anualmente, este galardão destina-se a diplomados da Faculdade de Engenharia que se tenham distinguido ao longo da sua carreira, que constituam uma referência profissional para os seus pares e para a comunidade, e que tenham contribuído para a consolidação da imagem da FEUP enquanto escola de referência na área da Engenharia.

Fonte: Portal de Notícias da U.Porto

Eunice Muñoz juntou-se à comunidade FEUP para dar voz a Jorge de Sena

No ano em que se assinalaram os 100 anos do nascimento do poeta e escritor Jorge de Sena, a Biblioteca da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) preparou uma Maratona Literária, desafiando toda a comunidade da faculdade a dar voz na leitura coletiva de uma das obras mais emblemáticas do “Escritor da Casa”, formado em Engenharia Civil pela FEUP.

A obra escolhida foi “O Físico Prodiogioso”, uma novela escrita por Jorge de Sena em 1964. Do conjunto de personalidades que aderiram a este desafio literário, o destaque vai para a participação de Isabel de Sena, filha do homenageado, e da atriz Eunice Muñoz, sua amiga pessoal.“Excerto 20”Maratona Literária Jorge de SenaEUNICE MUÑOZReprodutor de áudio00:0000:00Use as setas cima/baixo para aumentar ou diminuir o volume.

“Muitas pessoas de todo o mundo disponibilizaram-se para contribuir com as suas leituras, dando um colorido especial ao mosaico de vozes que se está a construir. Participam estudantes, técnicos, professores, investigadores (atualmente na FEUP ou que por cá passaram)”, admite Luís Miguel Costa, responsável pela Biblioteca da Faculdade de Engenharia. “Foi um sucesso (…) demonstrando que também a cultura constrói esta Casa!”.

Masterizados com o apoio da Engenharia Rádio, os registos áudio já se encontram disponíveis para audição pública. Da compilação destes registos resultará ainda a publicação de um áudio livro, que será posteriormente cedido à Biblioteca Sonora Digital da Biblioteca Pública Municipal do Porto.

Mais informações aqui.

Sobre Jorge de Sena

Natural de Lisboa, onde nasceu a 2 de novembro de 1919, Jorge de Sena veio para o Porto em 1940, aí concluindo o curso de Engenharia Civil da FEUP, sete anos mais tarde. Em 1947, inicia a carreira de engenheiro, que duraria 14 anos, com passagens pela Câmara Municipal de Lisboa, Direção-Geral dos Serviços de Urbanização e Junta Autónoma das Estradas (JAE), até ao seu exílio para o Brasil, em 1959.

Em 1942, Sena publica o seu primeiro livro de poemas, Perseguição, com a qual inicia o percurso que o levaria a ser considerado uma figura maior da cultura portuguesa do século XX. Nas décadas seguintes, produziu uma extensa e variada obra, constituída por cerca de vinte antologias de poesia, uma tragédia em verso, dez peças em um ato, mais de trinta contos, uma novela, um romance, aproximadamente quarenta volumes de crítica e ensaio – sobre Camões, Fernando Pessoa, história e teoria da literatura inglesa, teatro, cinema, artes – e traduções de poesia, de ficção, de teatro e de ensaio.

Jorge de Sena concluiu o curso de Engenharia Civil na FEUP, em 1947. (Foto: DR)

Jorge de Sena foi também conferencista, crítico de teatro e de literatura, comentador de cinema, diretor de publicações como os Cadernos de Poesia, coordenador editorial na revista Mundo Literário, consultor literário na edição dos “Livros do Brasil” e na editora brasileira Agir, co-fundador do grupo de Teatro “Os Companheiros do Páteo das Comédias” (1948), colaborador de António Pedro no programa de rádio Romance Policial, do Rádio Clube Português, e adaptador de contos.

Morreu a 4 de Junho de 1978, aos 68 anos, em Santa Barbara, na Califórnia (EUA).

Fonte: Portal de Notícias da U.Porto

Antigo estudante da FEUP vence Prémio APREN 2019

António Fariaantigo estudante da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e atual investigador do INESC TEC, é o vencedor do Prémio APREN 2019, galardão atribuído anualmente pela Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN) às melhores dissertações académicas realizadas em Portugal, no domínio da eletricidade de origem renovável.

O prémio, no valor de 1500 euros, distinguiu a tese “A Chance-Constrained Approach for Electric Vehicle Aggregator Participation in the Reserve Market”, desenvolvida por António Faria no âmbito do Mestrado Integrado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores da FEUP.

Realizado sob orientação de Manuel Matos, investigador do INESC TEC e docente na FEUP, e coorientação de Tiago Soares e Tiago Sousa (Technical University of Denmark – DTU), o trabalho premiado debruçou-se sobre a iminente penetração de veículos elétricos (EVs) e em especial sobre formas de estes elementos serem aproveitados para auxiliar o sistema elétrico de energia.

“A tese propõe um novo modelo de otimização para resolver o problema que o agregador de EVs suscita para fornecer reserva, uma vez que há incerteza e risco associados. Assim, são aplicados os métodos Big-M e McCormick de modo a analisar o risco que o agregador submete em mercado, sendo que o modelo é validado e testado para diferentes números de cenários e níveis de risco”, explica António Faria.

Uma menção honrosa

A edição deste ano dos Prémios APREN atribuiu ainda uma menção honrosa a Ricardo Emanuel Silva, também ele alumnus da FEUP e investigador do INESC TEC.

Orientada por Ricardo Bessa, investigador do INESC TEC, a tese – intitulada “Artificial Intelligence Techniques Applied for the Predictive Control of Stationary Storage” – de Ricardo Silva procurou desenvolver um estudo comparativo entre agentes de inteligência artificial direcionados a otimizar o agendamento de ciclos de carga e descarga de baterias, no contexto de uma residência dotada de produção renovável (fotovoltaica neste caso).

“Como objetivos de otimização explorou-se o auto-consumo e arbitragem de preços. O uso da machine learning, em especial de reinforcement learning prendeu-se com a dificuldade que existe em modelizar uma bateria (neste caso de lítio) de forma realista, algo dificilmente endereçável por solvers de otimização clássicos não lineares. Nos vários agentes treinados concluiu-se a sua capacidade de endereçar o problema, sobretudo quando direcionados à maximização do autoconsumo”, explica o investigador.

Este é a quarta vez- em cinco edições do galardão – que o Prémio APREN é atribuído a antigos estudantes da FEUP / investigadores do INESC TEC. O mesmo já tinha acontecido nas edições de 20152016 e 2017.

Os resultados do Prémio APREN 2019 foram anunciados durante o Portugal Renewable Summit 2019, a conferência anual da APREN, que teve lugar em finais de novembro, na Fundação Oriente, em Lisboa.

Fonte: Portal de Notícias da U.Porto