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Alumni da FCUP vencem concurso promovido pela UPTEC e Famalicão

Desenvolver alternativas alimentares naturais com incorporação de farinha de inseto é a proposta da Portugal Bugs, projeto que acaba de receber um impulso de cinco mil euros para o desenvolvimento do negócio. A startup de Guilherme Pereira e Sara Martins, antigos estudantes da Faculdade de Ciências da U.Porto (FCUP), venceu o JUMP, concurso promovido pela Câmara Municipal de Famalicão em parceria com a UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da U.Porto.

Para além do prémio monetário, a Portugal Bugs conquistou o direito a instalar-se gratuitamente durante um ano na incubadora Famalicão Made IN, com acesso a programa de aceleração de negócios.

Os empreendedores têm já formuladas quatro barras proteicas, algumas formulações de massa proteicas e também os próprios insetos desidratados temperados, contando ainda com a própria farinha de inseto. A empresa procura destacar-se como marca pioneira do setor em Portugal, ao assumir um papel de produtora e transformadora de insetos.

Criada por Pedro Humbert, Alan Cunha e Vitor Sanches, a ECO2Blocks foi a segunda classificada da competição. O projeto que transforma resíduos da indústria em produtos de alta qualidade para a construção civil, absorvendo CO2 no seu processo produtivo, arrecadou um prémio monetário no valor de mil e quinhentos euros e o direito à instalação gratuita na Incubadora Famalicão Made In.

Um programa colaborativo que conecta o mercado de primeira mão com o de segunda mão, permitindo que retalhistas de moda premium incentivem os seus consumidores digitais a trocar artigos de moda usados por novos, é a proposta da White Stamp. Este projeto criado por Pedro Santos e Marta Rito, do Porto, conquistou igualmente o direito a instalar-se na Incubadora Famalicão Made IN e recebeu um prémio monetário de mil euros.

Foram 15 as ideias de negócio que passaram à segunda fase do concurso, sendo que apenas cinco foram provenientes de Vila Nova de Famalicão. Os objetivos do concurso passaram por atrair novas ideias de negócio e promover novas soluções e serviços para a indústria, a cidade e os cidadãos. Os vencedores foram conhecidos no dia 11 de julho, depois de uma apresentação individual dos participantes ao júri do concurso.

Fonte: Portal de Notícias da U.Porto

Sociedade Espanhola de Química premeia docente da FCUP

O Prémio Madinaveitia-Lourenço de 2019, da Real Sociedad Española de Química, foi atribuído a Maria João Ramos, docente do Departamento de Química e Bioquímica da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) e investigadora do REQUIMTE, em “reconhecimento pelo seu extraordinário trabalho de investigação em Química”.

Trata-se de um prémio luso-espanhol instituído pela Real Sociedad Española de Química e pela Sociedade Portuguesa de Química, atribuído anualmente, e em alternância, a químicos portugueses e espanhóis. A escolha do premiado cabe à sociedade que atribui o prémio, tendo a seleção deste ano sido responsabilidade da Real Sociedad Española de Química.

Este galardão tem como principal objetivo reconhecer investigação científica com projeção internacional realizada em Portugal e Espanha, no domínio da Química, em qualquer das suas áreas.

A instituição deste prémio destina-se a recordar dois químicos notáveis: Antonio San Quintín Madinaveitia y Tabuyo (1890-1974) e Agostinho Vicente Lourenço (1822-1893).

A entrega do Prémio Madinaveitia-Lourenço de 2019 e dos restantes Prémios da Real Sociedad Española de Química 2019 terá lugar em data a anunciar.

Sobre Maria João Ramos

Professora catedrática e diretora do programa doutoral em Química da FCUP, Maria João Ramos é licenciada em Química pela Universidade do Porto e doutorada pela Universidade de Glasgow (Escócia) e o Swiss Institute for Nuclear Research. Na Universidade de Oxford (Inglaterra) realizou um pós-doutoramento em Modelação Molecular e foi durante muitos anos diretora associada do National Foundation for Cancer Research Centre for Computational Drug Discovery da Universidade de Oxford.

Responsável pelo grupo de investigação em Química Teórica e Bioquímica Computacional da FCUP, tem uma vasta reputação internacional nas áreas da catálise enzimática, mutagénese computacional, docking molecular e descoberta de drogas, sendo autora de mais de 250 artigos científicos em revistas internacionais.

Vice-Reitora da U.Porto para a Investigação entre 2014 e 2018, foi agraciada, em 2014, com o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade de Estocolmo.

Fonte: Portal de Notícias da U.Porto

U.Porto em périplo alumni por Sillicon Valley

É sabido que a comunidade de antigos estudantes (alumni) da U.Porto é uma rede extraordinária e de alcance global. Também a região empreendedora de Sillicon Valley (Califórnia, EUA) conta com a presença de vários alumni da U.Porto, onde desempenham os mais variados papéis nesta dinâmica região norte-americana. Desde empreendedores a colaboradores em grandes multinacionais tecnológicas ou mesmo docentes e investigadores em prestigiadas universidades, é sempre possível encontrar alguém que se formou na U.Porto.

E foi isso mesmo que o Pró-Reitor da U.Porto, Carlos Brito (Pró-Reitor para os Antigos Estudantes) encontrou numa importante jornada empreendedora em Sillicon Valley.

Através da dinâmica rede digital ALUMNI U.Porto, vários antigos estudantes desta Universidade tiveram a oportunidade de encontrar-se com o Pró-Reitor Carlos Brito e desenvolver os contactos iniciais para a exploração potencial de uma rede ALUMNI U.Porto específica na área de Silicon Valley.

Este périplo do Pró-Reitor Carlos Brito pela região californiana aconteceu também no âmbito do Restartup, um projeto que pretende identificar e apoiar uma nova geração de startups, com um código genético marcado pelo “Born Global”.

Foto:

  • Ricardo A. Fernandes (alumnus FCUP e atual Docente e Investigador na Stanford University)
  • Carlos Brito (Pró-Reitor da U.Porto para os Antigos Estudantes)
  • Salomé Botelho (alumna FCUP e atual Investigadora em Pós-Doutoramento na Stanford University School of Medicine)

Alumnus da U.Porto discursa na Convocation Ceremony da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health

Raúl G. Saraiva, antigo estudante da Faculdade de Ciências da U.Porto e antigo membro do Senado desta Universidade, discursou na Convocation Ceremony da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, enquanto Presidente da Associação de Estudantes da Escola. Este discurso marcou igualmente a conclusão do seu programa de doutoramento nesta prestigiada escola médica.

Veja o excerto do seu discurso na Convocation Ceremony 2017 daJohns Hopkins Bloomberg School of Public Health.

ALUMNI UPORTO ANTIGOS ESTUDANTES UNIVERSIDADE DO PORTO

Alumna da U.Porto descobre como as células resistem ao vírus da Sida

A investigadora Carla Ribeiro, antiga estudante de Bioquímica da Universidade do Porto e ligada atualmente ao Academic Medical Center (AMC) da Universidade de Amesterdão (Holanda), publicou um artigo na última edição da prestigiada revista Nature no qual é descrito o mecanismo que torna determinadas células humanas naturalmente resistentes ao vírus HIV.

O trabalho da cientista portuguesa foca-se nas “Langerhans cells”, um conjunto de células presentes em diferentes tecidos humanos, tais como a vagina, o prepúcio ou o intestino. Para Carla Ribeiro e o restante grupo de investigação do AMC, estas células  podem constituir a chave para a imunidade contra o vírus da Sida, uma vez que são capazes de restringir e impedir -por ação da proteína TRIM5alfa – a transmissão do HIV durante a atividade sexual (homossexual ou heterossexual).

A capacidade de resistência das “Langerhans cells” ao HIV já tinha sido anunciada na revista Nature Medicine em 2007, pelo mesmo grupo de investigação do departamento de Experimental Immunology do Academic Medical Center, liderado por Theo Geijtenbeek. Em declarações à agência Lusa, Carla Ribeiro explica que “nestas células o HIV-1 é destruído por um processo chamado autofagia, que ocorre dentro das células e é capaz de digerir micróbios como uma trituradora. A autofagia é ativada nas “Langerhans cells” através da ação de um fator restritivo que é funcional apenas neste tipo de células. O mesmo fator restritivo não funciona noutras células, sendo estas, por consequência, infetadas com HIV”.

De acordo com os investigadores, a descoberta agora divulgada pode abrir portas ao desenvolvimento, a longo prazo, de novos métodos preventivos contra o HIV, lançando também novas pistas sobre sobre como destruir o vírus após a infeção.

O artigo agora publicado na Nature é o resultado do estudo que Carla Ribeiro desenvolveu durante quatro anos, no âmbio do seu pós-doutoramento no AMCm num projeto financiado pela Netherlands Organization for Scientific Research. Licenciada em Bioquímica (2004) pela U.Porto (curso lecionado conjuntamente pela Faculdade de Ciências e pelo Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar), a investigadora construiu  grande parte da sua carreira científica na Holanda. Doutorada pela Wageningen University & Research (2006), onde já tinha realizado um estágio científico de seis meses durante a licenciatura, ao abrigo do programa Erasmus, está desde maio de 2011 no Academic Medical Centre (AMC) – University of Amsterdam.

Fonte: Portal de Notícias da U.Porto

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Orgulho de ser U.Porto marca primeiro encontro de Alumni na Suíça

A diversidade e o orgulho foram a nota dominante no primeiro encontro dos antigos estudantes da Universidade do Porto (U.Porto) residentes na Suíça, que se realizou no passado dia 30 de janeiro na cidade de Genebra.

Cerca de cinco dezenas de antigos estudantes da U.Porto, vindos não só de Genebra mas também de outras cidades como Zurique, Berna, Basileia e Lausanne, esgotaram a “La Cantine des Commerçants”, o local escolhido para a realização do encontro. “Com muita pena minha, tive de recusar várias inscrições nas vésperas do evento, por falta de espaço”, realçou Ana Filipa Linhas, a Embaixadora ALUMNI da U.Porto em Genebra, deixando a porta aberta para a realização de mais eventos semelhantes num futuro muito próximo.

O encontro contou também com a presença de uma delegação da U.Porto encabeçada pelo Reitor da U.Porto, Sebastião Feyo de Azevedo e pelo Pró-Reitor da U.Porto com o pelouro dos Antigos Estudantes, Carlos Brito. Sebastião Feyo de Azevedo salientou mesmo que este evento “representou um passo muito importante na estratégia de internacionalização e na aproximação aos antigos estudantes da Universidade”.

O Reitor da U.Porto realçou os três eixos fundamentais desta estratégia, que passam pelo “apoio constante à comunidade ALUMNI da U.Porto, ouvir o que esta comunidade tem a dizer à Universidade e promover o relacionamento e o networking da comunidade entre si”.

Este evento, que consistiu num jantar convívio em ambiente informal, ficou marcado não só pela forte participação da comunidade alumni da U.Porto mas também pela sua diversidade, contando com a presença de antigos estudantes de 11 faculdades diferentes: Arquitectura (FAUP), Belas Artes (FBAUP), Ciências (FCUP), Desporto (FADEUP), Direito (FDUP), Economia (FEP), Engenharia (FEUP), Farmácia (FFUP), Letras (FLUP), Medicina (FMUP) e do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS).

Smiley face

Mafalda Tenente, alumna da FEP residente em Zurique (a cerca de 3 horas e meia de distância de Genebra) deslocou-se exclusivamente para este jantar e recordou a “excelência do ensino da U.Porto”, algo que “se reflete quando chegamos ao estrangeiro dando-nos uma bagagem muito sólida para o mundo empresarial”. A gestora de marketing na indústria farmacêutica considera o esforço de “ativar a rede alumni da U.Porto muito importante”.

Também César Carpinteiro, alumnus da FEUP e um dos vários antigos estudantes da U.Porto que são agora colaboradores no CERN, e que estiveram presentes neste evento, recordou as excelentes “condições que a Universidade proporcionou para conhecer o mundo”. Já Sérgio Coelho, também alumnus da FEUP  e atual quadro de uma farmacêutica suíça, manifestou inclusivamente a vontade de ajudar a sua alma mater na promoção de estágios na sua empresa.

Mas a comunidade ALUMNI da U.Porto é também é uma história de famílias. Exemplo disso mesmo são Tony Gomes e Marta Perez, casados, e ambos antigos estudantes da FCUP e que, juntamente com o filho de 4 anos, marcaram presença neste encontro. A vontade de regressar à Universidade para voltar a estudar foi uma nota dominante, “nem que seja uma pós-graduação”, salienta Tony Gomes.

Este evento inseriu-se no programa Embaixadores U.Porto ALUMNI coordenado pelo Pró-Reitor para os Antigos Estudantes. Nas palavras de Carlos Brito, “esta iniciativa de desenvolvimento do programa de Embaixadores U.Porto ALUMNI, devidamente articulada com as várias Faculdades, é mais um dos fortes contributos para a implementação de uma nova política de gestão de relações com os antigos estudantes da U.Porto”. Nesse âmbito, Carlos Brito recorda também o desenvolvimento, em curso, de “um projeto tecnológico integrado de modernização digital da rede ALUMNI da U.Porto”. Projeto este que se estrutura através do novo Portal ALUMNI U.Porto, através de um sistema de Costumer Relationship Management (que irá profissionalizar e modernizar a base de dados dos antigos estudantes da U.Porto, que conta, atualmente, com cerca de 90.000 contactos de antigos estudantes registados) e ainda uma forte aposta na presença da U.Porto na plataforma de rede social Linkedin.

De referir que esta rede social desempenhou mesmo um papel fundamental na mobilização dos antigos estudantes da U.Porto, localizados na Suíça, através do grupo “U.Porto ALUMNI na Suíça”.

Fonte: Portal de Notícias da U.Porto

Veja também:
Galeria de Fotos | Reportagem Vídeo | Reação no Facebook | Reação no Facebook II

https://alumni.up.pt/news/orgulho-de-ser-u-porto-marca-primeiro-encontro-de-alumni-na-suica/

Alumna da U.Porto premiada pela Royal Society of Biology

Alumna da U.Porto premiada pela Royal Society of Biology

A bióloga Joana Moscoso, antiga estudante da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), é a vencedora da edição deste ano do Established Researcher Prize, um galardão anual atribuído pela Royal Society of Biology (RSB) a investigadores a trabalhar no Reino Unido que se destaquem no domínio da comunicação de ciência, e cujo trabalho sirva para informar e inspirar o público para as temáticas científicas.

Em Londres desde 2009, Joana Moscoso, de 30 anos, divide o tempo entre o trabalho de investigação em microbiologia molecular no MRC Centre for Molecular Bacteriology and Infection do Imperial College London, onde é investigadora de pós-doutoramento, e a Native Scientist, uma empresa sem fins lucrativos que criou com outra cientista portuguesa radicada no Reino Unido (Tatiana Correia) com o objetivo de “erradicar a exclusão social das comunidades bilíngues no Reino Unido, promovendo a aprendizagem de línguas e de ciências em crianças e jovens através da interação com cientistas na sua língua materna”. Desde a sua criação, em 2012, a  Native Scientist levou a Ciência em português a mais de 1000 crianças portuguesas em Londres, contando para isso com o apoio de cerca de 50 cientistas portugueses ligados às áreas da Biologia, Física, Engenharia e Saúde.

Foi este percurso que “convenceu” o júri da Royal Society of Biology a escolher o nome da jovem investigadora portuguesa de um grupo de candidatos onde constavam cientistas bastante mais experientes. “Ficamos muito impressionados. A Joana é claramente um grande líder porque está a resolver problemas que ela detetou e a levar a ciência a uma audiência mais carenciada”, justificou Steve Cross, Engagement Fellow da Wellcome Trust, a segunda maior fundação de beneficência a nível mundial.

Já Joana Moscoso mostra-se “honrada” por “ver o meu esforço e dedicação reconhecidos não só pelos pais e professores, mas também pela comunidade científica. Estou certa de que vai incentivar mais cientistas a realizar ações no terreno”.

Volto sempre para casa com um sorriso quando faço este tipo de trabalho. Ter a oportunidade de partilhar com outros um pouco do trabalho que eu faço e conhecer novos pares  são duas das coisas que eu mais valorizo nestas ações”, remata a investigadora, que conta no currículo com distinções como o Microbiology Outreach Award da Society for General Microbiology (2014) ou o Award for Outstanding PhD student in Science Communication do Imperial College.

No valor de 1500 libras, o Estabilished Researcher Prize vai ser entregue durante a Cerimónia dos Prémios Anuais da Royal Society of Biology, que terá lugar a 15 de outubro, em Londres.

Sobre Joana Moscoso

Natural de Valença, Joana Moscoso ingressou na licenciatura de Biologia da FCUP em 2003. No último ano do curso parte para a Universidade de Umeå, na Suécia, onde realiza o  estágio final ao abrigo do programa Erasmus, durante seis meses. Começava aí um percurso internacional que, em 2008, teria como destino a Australian Natianal University, em Camberra (Austrália) e a possibilidade de desenvolver o último ano do projeto do mestrado em Biologia iniciado na FCUP. Já “com os olhos em Londres”, parte em 2009 parte para o Imperial College, onde completou o doutoramento (2013) e se mantém como investigadora especializada no estudo das bactérias.

Em paralelo com a atividade de investigação, Joana organiza regularmente eventos e atividades direcionadas para a divulgação científica no âmbito do MRC Centre for Molecular Bacteriology and Infection.A este junta-se o trabalho realizado na PARSUK,  uma rede de investigadores e estudantes portugueses no Reino Unido responsável pela dinamização de eventos como o LUSO, um encontro que tem como propósito incentivar a cooperação e o desenvolvimento da comunidade científica nacional nas mais diversas áreas de atuação.

Fonte: Portal de Notícias da U.Porto