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Alumnus FAUP vence Prémio Municipal de Reabilitação Urbana de Braga – Reabilita Braga 2020

O alumnus da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, António Pedro Faria, conquistou recentemente o Prémio Municipal de Reabilitação Urbana na categoria ‘Edificação’, modalidade ‘obra de restauro e de reabilitação’ com o projeto ‘Casa na rua de São Marcos’, um edifício do séc. XIX, situado no Centro Histórico da Cidade.

Segundo António Pedro Faria “o percurso académico na FAUP em muito ajudou na elaboração deste projeto e este reconhecimento vem também reconhecer a qualidade de ensino desta instituição.”

Sobre o prémio:

O projeto da ‘Casa na rua de São Marcos’ e do ‘Edifício da Casa Redonda’, na Praça da República, foram os vencedores da segunda edição do Prémio Municipal de Reabilitação Urbana – Reabilita Braga. Os prémios foram entregues numa cerimónia realizada no Theatro Circo e na cerimónia, o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, referiu que o prémio Reabilita Braga constitui um importante instrumento para estimular e divulgar as boas práticas de intervenção. “Com esta iniciativa, assumimos o desafio de reconhecer publicamente o trabalho de quem contribui para a reabilitação da Cidade”, frisou o Edil, lembrando o “período auspicioso que Braga tem vivido do ponto de vista da reabilitação urbana”.

Já o vereador Miguel Bandeira, que tutela o pelouro da reabilitação urbana, sublinhou que o prémio representa “um estímulo à reabilitação urbana que integra a valorização do património arquitetónico e urbanístico”.  

Organizado pelo Município de Braga em parceria com a ‘Vida Imobiliária’, o Prémio Municipal de Reabilitação Urbana – ‘Reabilita Braga’ visa distinguir as boas práticas de reabilitação urbana e premiar a investigação académica realizada nesta área. Com cerca de 30.000 m2 de área intervencionada a concurso, a edição de 2020 do Prémio ‘Reabilita Braga’ registou um novo recorde, com propostas diversificadas e de grande qualidade, uma montra do melhor que se faz na reabilitação do património edificado dos nossos centros históricos.

Na categoria ‘Edificação’ foi vencedor na modalidade ‘obra de restauro e de reabilitação’ o projeto ‘Casa na rua de São Marcos’, um edifício do séc. XIX, situado no Centro Historico da Cidade. Trata-se de um projeto habitacional marcado pela conservação das qualidades pré-existentes: os pavimentos, as caixilharias em madeira e outros elementos decorativos presentes na claraboia e nos tectos, mas respondendo em simultâneo aos desafios contemporâneos da eficiência energética e do conforto. Este é um projeto com assinatura do arquiteto António Pedro Faria para um cliente particular e com obra da construtora AOF – Augusto Oliveira Ferreira.

Na modalidade ‘obra de construção em ARU’ foi vencedor o ‘Edifício da Casa Redonda’, um edifício de cinco pisos, que ocupa o n.º 1 da Praça da República. Este é um projeto que sofreu algumas alterações desde o seu primeiro esboço, motivadas pela descoberta de vestígios arqueológicos durante a intervenção. A obra foi executada pela Varibasic a partir do projeto do arquiteto Paulo Jorge Fernandes Gomes para um cliente particular.

O valor do trabalho arquitetónico do candidato ‘Casa na Praça Mouzinho de Albuquerque’ não passou despercebido ao júri que decidiu atribuir-lhe uma menção honrosa. Esta é uma habitação unifamiliar localizada numa das principais praças do Centro Histórico, um projeto que consegue harmoniosamente criar uma transição entre espaços, entre o edificado pré-existente e uma nova construção erguida no logradouro. Este é um projeto do atelier Carvalho Araújo e com obra da Pedralbet – Construções.

No que se refere à categoria de ‘Investigação’, o júri do ‘Reabilita Braga’distinguiu o trabalho intitulado ‘Entre o Campo da Vinha e o Campo de Touros. Uma proposta de reabilitação e reutilização do Palacete Vilhena Coutinho’, do arquitecto Marco Vieira.

De referir que os prémios têm o valor de 5.000 euros para a categoria de ‘Investigação’. Na categoria de edificação o júri atribuirá prémios no valor de 5.000, no caso da sub-categoria nova edificação, e de 10.000 euros, para a sub-categoria reabilitação e restauro.

Fonte: Portal de notícias do município de Braga

Ivan Postiga (FBAUP) e Hélder Lima (FAUP) receberam o Prémio de Pintura “Alexandre Viana de Lima” e o Prémio de Arquitetura “Sílvia Viana de Lima”, respetivamente. FOTO: DR

Alumni da FAUP e FBAUP distinguidos com Prémios Viana de Lima

Os estudantes Hélder Lima, da Faculdade de Arquitetura (FAUP), e Ivan Postiga, da Faculdade de Belas Artes  (FBAUP) da Universidade do Porto, são os vencedores da edição deste ano dos Prémios Viana de Limaatribuídos pela Câmara Municipal de Esposende aos dois melhores estudantes das escolas de artes da U.Porto no ano letivo 2018/2019.

entrega dos galardões decorreu esta sexta-feira, 31 de julho, no Fórum Municipal Rodrigues Sampaio, em Esposende, e distinguiu então Hélder Lima, finalista do Mestrado Integrado de Arquitetura da FAUP, com o Prémio de Arquitetura “Sílvia Viana de Lima”.

Já o Prémio de Pintura “Alexandre Viana de Lima” foi atribuído a Ivan Postiga, recém-graduado mestre em Artes Plásticas – especialização em Pintura, pela FBAUP.

Ambos os estudantes realçaram a importância desta distinção, que representa não só o “reconhecimento público do trabalho” desenvolvido nas respetivas faculdades, como também constitui “uma estratégia de recuperação e manutenção do património arquitetónico”.

“Enaltacer o mérito académico”

A cerimónia da entrega dos prémios contou com a presença do Reitor da U.Porto, António Sousa Pereira, do Presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, e dos diretores da FAUP, João Pedro Xavier, e de FBAUP, Lúcia Matos.

Na ocasião, o Reitor da U.Porto realçou a importância da parceria estabelecida entre o Município e a Universidade que possibilitou a “preservação e valorização de um património arquitetónico ímpar”.

Referindo-se concretamente aos prémios Viana de Lima, António de Sousa Pereira salientou que é “uma iniciativa que não só exalta uma das figuras da história recente da Universidade do Porto, mas que pretende também enaltecer o mérito académico dos nossos estudantes de pintura e arquitetura”.

Já o Presidente da Câmara Municipal, Benjamim Pereira, destacou o trabalho de Viana de Lima e o reconhecimento do mérito académico destes estudantes. O autarca anunciou ainda que “a Casa-Museu do arquiteto esposendense será, oportunamente, alvo de nova intervenção, assegurando, deste modo a preservação do imóvel, classificado como Monumento de Interesse Público”.

O Diretor da FAUP, João Pedro Xavier, centrou a sua intervenção na obra de Viana de Lima, concretamente na Casa das Marinhas, e concluiu evidenciando o percurso do estudante de arquitetura premiado, que iniciou o curso precisamente na altura em que o imóvel se tornou visitável.

A Diretora de Belas Artes, Lúcia Matos, destacou, por sua vez, a articulação entre as artes, nomeadamente entre a pintura e a arquitetura, realçando o “espírito de comunidade, de trabalho em conjunto”, que existia na época do arquiteto esposendense.

Os Prémios Viana de Lima resultam de um protocolo estabelecido entre a Universidade e o Município de Esposende. (Foto: DR)

Sobre os Prémio Viana de Lima

A atribuição dos Prémios Viana de Lima decorre de um protocolo estabelecido, em 2010, entre a Câmara Municipal de Esposende e a U.Porto, mediante o qual o Município assumiu a gestão da Casa das Marinhas, da autoria do arquiteto esposendense Viana de Lima e propriedade da Universidade.

Dando cumprimento à vontade, expressa em testamento, do arquiteto Viana de Lima, o Município de Esposende compromete-se assim a distinguir, anualmente e durante 30 anos, com um prémio pecuniário individual de dois mil euros, os melhores estudantes do curso de Arquitetura e de Belas Artes. Findo esse prazo, o imóvel passa a ser propriedade municipal.

Ainda de acordo com o estabelecido, os galardoados oferecem ao Município uma obra/trabalho da sua autoria para o Fundo Viana de Lima.

Através da atribuição destes prémios, pretende-se, sobretudo, homenagear e conservar a memória do Arquitecto Viana de Lima, enaltecendo o relevante tributo da sua obra para a história da arquitetura nacional e a cultura artística de um modo geral.

Fonte: Portal de Notícias da U.Porto

FAUP arranca festa dos 40 anos a lembrar Francisco Barata

Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP) acolhe, desde o passado dia 16 de janeiro, a exposição ‘Francisco Barata . Continuar Inovando’, dedicada à vida e obra do arquiteto Francisco Barata (1950-2018), antigo diretor e professor da FAUP.

Com curadoria de Antonio Esposito e Andrea Ugolini, a exposição – organizada pelo próprio Francisco Barata e que já esteve patente, em 2017, em várias cidades italianas – destaca uma seleção de 11 projetos considerados representativos da obra do arquiteto. Ao todo são três décadas de atividade profissional que os visitantes podem agora conhecer ou revisitar através de desenhos, maquetas, fotografias de maquetas, fotografias das obras e publicações de textos de arquitetura.

Para além de homenagear “uma figura incontornável da faculdade”, esta exposição constitui também “um marco”. Afinal, será “o primeiro de 40 momentos que temos previstos para comemorar os 40 anos da transformação do curso de arquitetura da Escola Superior de Belas Artes do Porto (ESBAP) em atual Faculdade de Arquitetura”, realça o diretor da FAUP, João Pedro Xavier.

Com entrada livre, ‘Francisco Barata . Continuar Inovando’ pode ser visitada até 19 de fevereiro, de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 20h00 (encerra aos feriados), na Galeria de Exposições da FAUP.

Fonte: Portal de Notícias da U.Porto

Prémio Secil de Arquitetura

Prémio Secil de Arquitetura distingue professor e alumni da FAUP

Arquipélago – Centro de Arte Contemporânea, na Ribeira Grande, da autoria de Francisco Vieira de Campos, professor na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP)Cristina Guedes (Menos é Mais Arquitectos ) e João Mendes Ribeiro, antigo estudante da FAUP, foi uma das duas obras – a par da Sede Corporativa da EDP, em Lisboa, de Manuel Aires Mateus e Francisco Aires Mateus – distinguidas ex aequo com o XII Prémio Secil de Arquitetura.

O Júri do galardão, constituído por José Neves, João Carlos Santos, Ricardo Carvalho, João Belo Rodeia e Manuel Correia Fernandes, destacou em comunicado que “a Sede da EDP e o Arquipélago respondem a circunstâncias totalmente diferentes, mas que contêm uma grande parte das possibilidades que se oferecem hoje aos arquitetos para a construção e a organização das cidades e dos territórios”.

Recorde-se que o Arquipélago – Centro de Arte Contemporânea já tinha conquistado o Prémio FAD de Arquitectura 2016 e o prémio BIGMAT’17 International Architecture Award, na categoria Reabilitação. A obra, em cujo projeto de engenharia esteve também fortemente envolvido Hipólito Sousa, docente do Departamento de Engenharia Civil da Faculdade de Engenharia da U.Porto (FEUP), foi, ainda, finalista ao RIBA Award for International Excellence e ao Prémio Europeu do Espaço Público 2016.

Prémio Secil Universidades

Foram igualmente atribuídos, pelos respetivos Júris, os Prémios Secil Universidades, destinados aos melhores trabalho produzidos, nos anos letivos 2015/2015 e 2016/2017, por jovens talentos nos domínios da Engenharia Civil e Arquitetura

Na área da Arquitetura, foi distinguido, entre outros, o trabalho ‘A terceira água revelando a paisagem’, assinado – em 2015/2016 -pelos agora antigos estudantes da FAUPFlora di Martino, Rita Martins e Saule Grybenaite. O trabalho, orientado pelos docentes Rui MealhaLuís Pedro SilvaNuno Travasso e Teresa Calix, tinha já vencido a edição 2016 do Concurso Prémio Universidades Trienal de Lisboa Millennium BCP.

O projeto ‘A terceira água’, da autoria de Flora di Martino, Rita Martins e Saule Grybenaite, foi distinguido com o Prémio Secil Universidades – Arquitetura / Foto: DR

O Júri do Prémio Secil Universidades foi presidido por António Belém Lima (Secil e Ordem dos Arquitectos) e integrou José António Bandeirinha (Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior), Clara Gonçalves (ISMAT – Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes), Fátima Fernandes (ESAP — Escola Superior Artística do Porto), Rui Mendes (Universidade Autónoma de Lisboa), Sofia Aleixo (Universidade de Évora), Rodrigo Coelho (Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto), Célia Gomes (Secil) e Inês Vieira da Silva (Ordem dos Arquitectos).

Os Prémios Secil, iniciativa criada em 1992, visam distinguir o que de melhor é feito no âmbito da Arquitetura e da Engenharia Civil e são organizados em colaboração com os órgãos nacionais de representação das profissões envolvidas: a Ordem dos Arquitetos e a Ordem dos Engenheiros.

Fonte: Portal de Notícias da U.Porto

Faculdade de Arquitetura presta homenagem a Francisco Barata

Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP) inaugura no dia 16 de janeiro, quinta-feira, pelas 18h00, no Auditório Fernando Távora, a Exposição | Homenagem ‘Francisco Barata . Continuar Inovando’, com uma sessão evocativa da vida e obra do arquiteto Francisco Barata (1950-2018), antigo diretor e professor da FAUP.

Com esta exposição, integrada nas comemorações dos 40 anos da FAUP, pretende-se homenagear aquele que é um nome incontornável da arquitetura portuguesa e da denominada “Escola do Porto”. Autor de projetos como o da Cooperativa de Habitação de Massarelos, do Castelo de Santa Maria da Feira ou da praça da Cadeia da Relação, Francisco Barata (ver biografia abaixo) desenvolveu grande parte da sua carreira académica na FAUP, tendo presidido ao Conselho Diretivo (2006-2010) e ao Conselho Científico (2014-2018). Distinguiu-se igualmente pela investigação sobre intervenção no património arquitetónico no âmbito do Centro de Estudos de Arquitetura e Urbanismo e dos cursos de Doutoramento, Mestrado e Estudos Avançados da FAUP.

Organizada, em 2017, pelo Departamento de Arquitectura da Universidade de Bologna – Campus Cesena, no contexto da presença do arquitecto Francisco Barata como Professor Visitante Internacional do Mestrado em Arquitetura, a exposição que agora chega à FAUP inclui uma seleção de 11 projetos considerados representativos da obra de Francisco Barata.

A mostra é composta por desenhos, maquetas, fotografias de maquetas, fotografias das obras e publicações de textos de arquitectura, e abrange  três décadas de atividade profissional envolvendo intervenções em espaço público, em monumentos nacionais, em equipamentos escolares, em habitação plurifamiliar e unifamiliar.

Inauguração e visitas

A inauguração da exposição vai contar com intervenções de Fátima Vieira (Vice-Reitora da Universidade do Porto), João Pedro Xavier (Diretor da FAUP), Antonio Esposito, Andrea Ugolini e Francesco Saverio Fera (Universidade de Bolonha), Manuel Fernandes de Sá e Sergio Fernandez (FAUP).

Após esta momento inaugural, ‘Francisco Barata . Continuar Inovando’ ficará patente ao público até 19 de fevereiro, na Galeria de Exposições da FAUP, onde pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 20h00 (encerra aos feriados). A entrada é livre.

Está ainda prevista a realização de um conjunto de visitas guiadas a obras do arquiteto Francisco Barata, representadas na exposição, conduzidas pelos arquitetos Helder Casal Ribeiro e Manuel Barata. As inscrições para estas sessões estão disponíveis no site da FAUP.

Sobre Francisco Barata

Nascido em 1950 no Porto, diplomou-se na Escola Superior de Belas Artes do Porto, antecessora das faculdades de Arquitetura e de Belas Artes da Universidade do Porto. Viria a doutorar-se pela FAUP, da qual foi professor catedrático e presidente do Conselho Diretivo (2006-2010) e do Conselho Científico (2014-2018).

Em 1996, venceu o prémio Instituto Nacional de Habitação (INH) com o projeto da Cooperativa de Habitação de Massarelos, no Porto, desenvolvido com o arquiteto Manuel Fernandes de Sá. Já em 2o14, foi distinguido com o Prémio João de Almada, em conjunto com os arquitetos Nuno Valentim e José Luís Gomes, pelo projeto de reabilitação do edifício de 1928 da Rua Alexandre Braga, da autoria do arquiteto José Marques da Silva.

A sua obra construída inclui, além da já referida, os projetos de Recuperação da Igreja Matriz de Vimioso, de Reabilitação do Páteo de S. Miguel, em Évora, e do Largo do Olival e da Rua do Almada (Porto 2001). Foi também responsável pelo projeto da Marginal de S. Paio, em Canidelo, Vila Nova de Gaia.

Foi ainda autor de diversas publicações, entre as quais ‘Transformação e Permanência na Habitação Portuense – As Formas da Casa na Forma da Cidade’ (1999), resultante da sua tese de doutoramento.

À data da sua morte, a 17 de agosto de 2018, Francisco Barata colaborava com a Câmara Municipal do Porto no âmbito do processo de revisão do Plano Director Municipal (PDM), tendo sido o autor de um estudo urbanístico para a Praça da Corujeira e para a futura praça fronteira ao antigo Matadouro Municipal.

Mais informações aqui.

Fonte: Portal de Notícias da U.Porto

Ana Aragão transforma Casa Comum em “Galeria X”

Casa Comum da Reitoria da Universidade do Porto acolhe, de 15 de janeiro a 5 de abril, a exposição “Galeria X”, da autoria da arquiteta e ilustradora Ana Aragão.

Uma viagem ao imaginário artístico da antiga estudante da Faculdade de Arquitectura da U.Porto (FAUP), hoje “convertida” à ilustração, é a proposta desta mostra que convida o visitante a refletir sobre a ideia de coleção através de uma sucessão de três galerias distintas.

Inicia-se a visita com a Galeria Possível, onde constam algumas obras que, apesar das diferentes origens, têm em comum o facto de serem obras que conectam “alguns dos mais importantes e irrecuperáveis momentos” de mudança na vida da arquiteta.

De seguida, passa-se para a Galeria em Construção, composta por documentos pessoais da autora. Neste espólio incluem-se cadernos retirados das suas gavetas e que “revelam períodos de empolgada hesitação, algumas ideias esquecidas e epifanias adiadas”.

Por fim, chega-se à Galeria Ideal. Aqui, encontra-se os grandes mestres e questiona-se “a relação genealógica e operativa das arquiteturas de papel“. Numa reinterpretação de uma das galerias de Giovanni Paolo Pannini, Ana Aragão interpela o visitante “a, mentalmente, interagir com o espaço ilustrado e virtual, através de um subentendido jogo de descoberta com mais de 50 entradas”.

Com entrada livre, a exposição Galeria Xpode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 10h00 às 18h00, e aos sábados, das 14h00 às 18h00.

Mais informações através do e-mail cultura@reit.up.pt.

Fonte: Portal de Notícias da U.Porto

arquiteto Álvaro Siza

Álvaro Siza distinguido com Prémio Nacional de Arquitetura de Espanha

O arquiteto Álvaro Siza, antigo estudante da Escola Superior de Belas Artes do Porto (ESBAP) e professor da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP), vai ser galardoado com o Prémio Nacional de Arquitetura 2019 de Espanha, destinado a personalidades ou instituições que, pelo conjunto da sua obra, tenham contribuído de forma extraordinária para o enriquecimento de aspetos sociais, tecnológicos e sustentáveis da arquitetura e urbanismo espanhol, dentro e fora do país.

No valor de 60 mil euros, o Prémio Nacional de Arquitetura é atribuído anualmente pelo Governo de Espanha, desde 1932. Álvaro Siza é o primeiro arquiteto não espanhol a conquistar o galardão, juntando-se a uma lista de vencedores que inclui nomes como Rafael Moneo (o primeiro espanhol a conquistar o prestigiado Prémio Pritzker de Arquitetura, em 1996) ou Santiago Calatrava (autor dos projetos da Estação do Oriente, em Lisboa, ou do Palácio das Artes Rainha Sofia, em Madrid).

A decisão de atribuir o prémio ao arquiteto portuense foi tomada durante o II Congresso Internacional “Arte, Cidade e Paisagem”, que decorreu na cidade espanhola de Cuenca. O anúncio da distinção foi feito pelo ministro espanhol do Fomento em funções, José Luís Ábalos, numa mensagem que publicou no dia 7 de novembro na rede social Twitter.

Na mesma mensagem, Ábalos refere-se a Álvaro Siza como “um arquiteto português reconhecido mundialmente, que tanto tem contribuído para a arquitetura e as cidades espanholas”.

Numa mensagem divulgada no site oficial da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa, também felicitou Álvaro Siza por este prémio, considerando que o seu trabalho lhe vale um “reconhecimento internacional notável”.

Uma carreira ímpar

Nome incontornável da arquitetura portuguesa e mundial, Álvaro Siza (Matosinhos, 1933) estudou Arquitetura na Escola Superior de Belas Artes do Porto (ESBAP) – antecessora das faculdades de Arquitectura e de Belas Artes da U.Porto – entre 1949 e 1955. “Discípulo” de Fernando Távora, de quem foi colaborador entre 1955 e 1958, ensinou na ESBAP entre 1966 e 1969. Lecionaria posteriormente na FAUP, onde deu a última aula em outubro de 2003.

Com uma obra amplamente reconhecida a nível nacional e internacional, aquele que é o mais premiado arquiteto português de sempre assinou projetos emblemáticos como os da Casa de Chá da Boa Nova, em Leça da Palmeira, da Biblioteca da Universidade de Aveiro, do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, da Igreja de Marco de Canaveses, do Pavilhão de Portugal na Expo 98, ou do próprio edifício da FAUP, inaugurado em 1992. Em Espanha assinou, entre outros, os projetos para o Centro Meteorológico da Villa Olímpica de Barcelona, as casas de habitação social de Cádis, a Faculdade de Ciências da Informação de Santiago de Compostela, a Reitoria da Universidade de Alicante ou o edifício Zaida de Granada.

Em 1992, tornou-se o primeiro português a conquistar o Prémio Pritzker, galardão equiparado ao “Nobel da Arquitetura”. Entre as várias distinções que recebeu incluem-se, igualmente, o Prémio Mies van der Rohe (1988), o Prémio Nacional de Arquitetura (1993), a Medalha Alvar Aalto (1998) e a Medalha de Ouro (2009), do Royal Institute of British Architects, o Leão de Ouro da Bienal de Veneza (2002), pelo melhor projeto, e o Leão de Ouro de Carreira (2012). Mais recentemente, foi distinguido com a Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública (2017), a Medalha de Mérito da Universidade do Porto (2018) e o Grande Prémio da Academia de Belas-Artes francesa (2019).

Recorde-se que o Museu de Serralves acolhe, desde o passado mês de setembro, uma exposição dedicada à vida e à obra de Siza. Composta por mais de 400 desenhos e 30 projetos assinados pelo arquiteto desde os tempos de estudante até à atualidade, a exposição “in/disciplina” estará patente ao público até 2 de fevereiro de 2020.

Fonte: Portal de Notícias da U.Porto

Souto de Moura premiado pela Academia Americana de Artes e Letras

O arquiteto Eduardo Souto de Moura, professor catedrático convidado da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), é o vencedor do Prémio Arnold W. Brunner de 2019, da Academia Americana de Artes e Letras, pela sua “contribuição significativa para a arquitectura”.

A partir de 33 candidatos, o arquiteto português foi distinguido pela “qualidade intemporal e profundamente humanista” da sua obra, detentora de um “[sentimento] de inevitabilidade” e marcada por um “distinto sentido de materialidade”, conforme referiu no anúncio do Prémio a arquiteta Annabelle Selldorf, presidente do júri, composto por Henry N. Cobb, Kenneth Frampton, Steven Holl, Thom Mayne, Laurie Olin, James Polshek, Billie Tsien, e Tod Williams.

Entre as obras de Eduardo Souto de Moura destacadas pela Academia Americana de Artes e Letras contam-se o Estádio Municipal de Braga (2003), a Torre Burgo, no Porto (2007), e a Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais (2009). Recorde-se que o arquiteto português já recebeu diversos prémios e distinções, entre as quais o Prémio Pritzker 2011, a mais alta distinção da profissão de arquitecto, o Prémio Wolf de Artes da Fundação Wolf, em 2013, o Prémio Pessoa, em 1998, e mais recentemente, em 2018, ganhou Leão de Ouro na Bienal de Veneza pela obra de recuperação da herdade de São Lourenço do Barrocal.

O Prémio Arnold W. Brunner foi instituído em 1955 e destina-se a distinguir arquitectos, de qualquer nacionalidade, que “tenham dado uma contribuição significativa à arquitectura como arte”. Para além do Prémio atribuído a Eduardo Souto de Moura, a Academia Americana de Artes e Letras atribuiu o Prémio Artes e Letras em Arquitectura aos aqruitectos Hernan Diaz Alonso, director do Instituto de Arquitetura do Sul da Califórnia (Sci-Arc), Mario Gooden e Mabel O. Wilson, co-directores do Global Africa Lab na Escola de Arquitectura da Universidade Columbia, Eric Höweler Meejin Yoon, do atelier de arquitectura Höweler + Yoon, e Anne Rieselbach, directora do programa Architectural League of New York.

Os prémios vão ser entregues durante a cerimónia anual da Academia a realizar-se em Nova Iorque, em Maio de 2019. Entre os arquitectos já distinguidos, pela Academia Americana de Artes e Letras contam-se Phyllis Lambert, Sheila O’Donnell e John Tuomey, Alberto Campo Baeza, Kathryn Gustafson e Diébédo Francis Kéré.

Fonte: Portal de Notícias da U.Porto

Alumna da FAUP assina imagem do Dia Mundial da Arquitectura

A equipa portuguesa composta pela arquiteta Ana Rute Costa, formada em Arquitetura pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), e pelo designer Ruben Ferreira Duarte, venceu o Concurso lançado pela UIA – União Internacional dos Arquitectos para a conceção de um Poster para o Dia Mundial da Arquitectura, coincidindo com o 70.º aniversário da fundação da UIA.

Com ilustração de Ana Rute Costa e design de Ruben Ferreira Duarte, o projeto vencedor foi escolhido entre 184 propostas de 62 países. Em comunicado, o júri do concurso – constituído por Michael Bierut (EUA), Trix Barmettler (Suiça) e Sulki & Min (Coreia do Sul) – considerou que a proposta portuguesa transmite uma “mensagem simples mas poderosa” de que o “Mundo é a nossa casa, fazemos as nossas casas no Mundo e a arquitetura é o meio através do qual habitamos a Terra”.

Devido à elevada qualidade das propostas para posters submetidas a concurso, o júri decidiu atribuir um segundo lugar à proposta de Mattia Salvà, o terceiro Prémio a Davide Folador e uma Menção Honrosa à proposta apresentada por Reena L..

O Dia Mundial da Arquitectura celebra-se todos os anos na primeira segunda-feira do mês de outubro coincidindo com o Dia Mundial do Habitat das Nações Unidas. Em 2018, o Dia é assinalado a 1 de outubro e é este ano dedicado ao tema ‘Architecture… for a better world!’.

Mais informações em www.uia-architectes.org.

Sobre Ana Rute Costa

Formada em Arquitetura pela FAUP (2005), Ana Rute Costa possui ainda um doutoramento em Ciências da Educação (2015) pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da U.Porto (FPCEUP) e uma Pós-Graduação em Higher Education Art, Design, Architecture & Media (2017) pela Norwich University of the Arts (NUA), do Reino Unido.

A nível profissional concilia a experiência enquanto arquiteta, investigadora e professora. Como arquiteta, projetou e colaborou em vários projetos de habitação, edifícios públicos e planos urbanísticos. Atualmente é docente na Norwich University of the Arts (NUA) onde coordena o 1.º ano de arquitetura e é responsável pelo recrutamento e relações externas. Apaixonada pelo desenho e pela ilustração,  adora traduzir textos, conceitos, ideias e sentimentos em desenhos. Um dos seus trabalhos mais relevantes em ilustração foi o livro Visível ao coração, editado em 2013.

Fonte: Portal de Notícias da U.Porto

 

Alumnus da U.Porto escolhido para curador da Representação Portuguesa na Bienal de Arquitectura de Veneza

O arquitecto Nuno Brandão Costa, Docente da FAUP e Investigador do CEAU-FAUP, e o curador Sérgio Mah, Docente Convidado da edição 2014/2015 do Curso de Estudos Avançados em Projecto de Arquitectura da FAUP, foram seleccionados pelo júri do concurso lançado pela Direcção-Geral das Artes (DGArtes) para comissariar a representação oficial portuguesa na 16.ª Exposição Internacional de Arquitectura La Biennale di Venezia que decorrerá em 2018 de 26 de Maio a 25 de Novembro.

O arquitecto Nuno Brandão Costa, distinguido com o Prémio Secil de Arquitectura em 2008, tem atelier no Porto e várias obras construídas no Norte do país, tendo vencido o concurso para a concepção do novo terminal intermodal de Campanhã, no Porto. Licenciado e doutorado pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, onde ensina projectos desde 2001, é considerado um dos representantes da chamada Escola do Porto, nomeadamente da geração que se segue a Eduardo Souto de Moura.

Fonte: Público