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“U.Porto Generation GAP”, pai e filha, ambos alumni da FCNAUP

Neste episódio do “U.Porto Generation GAP”, vamos conhecer melhor Sérgio Cunha Velho e Renata Leite, pai e filha, ambos alumni da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto. Sérgio nasceu em Ponte de Lima, estudou em Braga e no Porto, e viveu o 25 de abril, que considera um dos acontecimentos históricos mais marcantes do seu tempo. Tanto Sérgio como Renata são licenciados em Ciências da Nutrição, o pai em 1989 e a filha em 2014, mas o alumnus, primeiro, concluiu o bacharelato no Curso Superior de Nutricionismo. Nos anos 80 participou num programa semanal da rádio, intitulado “Alimentação fator de saúde e de vida”. É professor convidado da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto e membro do conselho geral da Ordem dos Nutricionistas.

Renata é filha de pai e mãe nutricionistas, e apesar de durante a adolescência ter tido algumas dúvidas sobre que curso seguir, a verdade é que já na infância há registo de que queria ser nutricionista quando crescesse. Durante o percurso universitário foi presidente da mesa da assembleia geral de estudantes da AEFCNAUP (Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação). Desde 2019 que é formadora voluntária na Liga Portuguesa Contra o Cancro – Núcleo Regional do Centro e atualmente é nutricionista na Unidade Local de Saúde de Matosinhos.

Alumna da FAUP distinguida com o Prémio Arquitectura do Douro

Paula Sousa Pinheiro (à esq.ª) recebeu o prémio na cerimónia de encerramento das comemorações do 20.º aniversário da classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial, em Vila Real. FOTO: DR

A arquiteta Paula Sousa Pinheiro, antiga estudante da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP), é a vencedora da edição deste ano do Prémio Arquitetura do Douro, destinado a reconhecer a boas práticas do exercício da arquitetura no Alto Douro Vinhateiro.

Para o Júri do galardão, a obra de Enoturismo na Quinta do Saião, em Vila Nova de Foz Côa, da autoria de Paula Sousa Pinheiro, revelou uma notável postura de “saber estar” no território, de grande valia e excecionalidade, e cumpridora integral do objetivo de promoção e divulgação das boas práticas do exercício da arquitetura nesta região Património Mundial da UNESCO.

O júri considerou ainda que “o projeto compreendeu e respeitou integralmente o contexto preexistente do local, no sentido de fundamentar as suas linhas orientadoras, elevando um assento agrícola obsoleto na sua função original a um estado de excelência no seu novo uso”.

O projeto premiado consistiu na recuperação de um conjunto de edifícios em ruínas da Quinta do Saião – o Lagar de Azeite, a Casa das Ovelhas, a Casa do Forno, a Casa da Eira e a antiga habitação do agricultor -, convertido para enoturismo.

Para Paula Sousa Pinheiro “o projeto centra-se na interpretação do seu modelo originário, explora o seu ciclo construtivo e recria a partir das construções existentes, arquétipos reconhecíveis na arquitetura popular do Alto Douro”. Deste modo, prossegue a arquiteta, “o projeto reage às especificidades das construções existentes e encontra um enquadramento de intervenção híbrida, contida e comprometida com as contingências do lugar”.

O projeto premiado consistiu na recuperação de um conjunto de edifícios em ruínas da Quinta do Saião, em Vila Nova de Foz Côa. (Foto: DR)

Sobre Paula Sousa Pinheiro

Paula Sousa Pinheiro é licenciada pela FAUP (1991), com pós-graduação e Mestrado em Design de Equipamento e Produto (FAUP, 1994) e Diploma de Estudos Avançados do Doutoramento do DARQ /FCTUC, 2013.

Após o estágio em Nápoles no atelier de Francesco Venezia, iniciou o seu percurso profissional em 1991. Entre 1993 e 2013 lecionou Projecto I, III e IV na Universidade Lusíada do Porto.

O seu trabalho tem sido incluído em exposições e eventos nacionais e internacionais. Em 2008, o projecto “2 habitações para turismo rural” foi finalista aos Prémios FAD.

No decurso dos últimos 20 anos, o escritório tem desenhado e construído diferentes tipos de programas, sobretudo intervenções em edifícios e sítios classificados, como a recuperação da Aldeia Histórica de Marialva ou a recentemente concluída reconstrução do assento agrícola da Quinta do Saião para Enoturismo e a Adega no Alto Douro Vinhateiro.

Sobre o Prémio de Arquitetura do Douro

O Prémio Arquitetura do Douro é uma iniciativa da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, através da Missão Douro, em parceria com a Direção Regional da Cultura do Norte, a Entidade Regional de Turismo Porto e Norte e a Ordem dos Arquitectos – Secção Regional do Norte.

Lançado em 2006 e com periodicidade bienal, o galardão destina-se a divulgar e promover a excelência da arquitetura no Alto Douro Vinhateiro Património Mundial e boas práticas no exercício da arquitetura em obras de construção, conservação e reabilitação de edifícios, em contexto patrimonial, bem como intervenções de redesenho urbano no espaço público.

A edição de 2022 enquadrou-se no programa oficial das Comemorações dos 20 Anos do Alto Douro Vinhateiro Património da Humanidade.

Na última edição, o Prémio de Arquitetura do Douro 2019 foi atribuído ao arquiteto Eduardo Souto Moura com a obra da Central Hidroelétrica do Tua.

Investigador do i3S recebe bolsa da EMBO para estudar doenças raras

Vítor Teixeira é investigador do grupo «Yeast Signalling Networks» do i3S. FOTO: I3S

O investigador Vítor Teixeira, do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S), foi recentemente distinguido pela European Molecular Biology Organization (EMBO) com uma «Scientific Exchange Grant», o que lhe permitirá realizar trabalho experimental no prestigiado Instituto de Ciência Weizmann, em Israel, na área das doenças raras relacionadas com mutações de genes.

A desenvolver investigação no grupo «Yeast Signalling Networks», Vítor Teixeira dedica-se ao estudo de um conjunto de doenças neurodegenerativas raras que afetam os neurónios motores e que resultam de mutações de um gene recém caracterizado, o gene da seipina. A seipina é uma proteína que está envolvida na formação de gotículas lipídicas, que acumulam gordura nas células. As mutações identificadas neste gene fazem com que a proteína adquira uma conformação aberrante, o que as torna mais propensas a agregar e a formar estruturas que provocam disfunção celular.

Recentemente, explica o investigador, “o nosso laboratório estabeleceu um modelo da doença, designada por seipinopatia, e obtivemos evidência, pela primeira vez, da acumulação de danos celulares gerados pelos agregados proteicos e pelo estresse oxidativo provocado por espécies reativas de oxigénio, que são moléculas instáveis e tóxicas no contexto desta doença”. No entanto, ainda se sabe muito pouco sobre o processo de agregação da forma alterada da proteína e, sobretudo, como as células lidam com os danos gerados.

Foi com base nestas questões que Vítor Teixeira concorreu à EMBO com um projeto que visa identificar genes modificadores do processo de agregação da proteína mutada e, ao mesmo tempo, definir quais as funções e processos moleculares mais afetados. Este conhecimento, garante, “é essencial para a compreensão dos mecanismos patológicos subjacentes à doença e para a pesquisa de novos alvos terapêuticos para esta doença e outras doenças neuromotoras relacionadas».

À procura de respostas em Israel

Com esta bolsa, explica Vítor Teixeira, “terei a oportunidade de trabalhar no laboratório da Dra. Maya Schuldiner durante dois meses. O grupo tem um amplo conhecimento na área de Biologia Molecular e possui um vasto conjunto de técnicas e tecnologias automatizadas e bem estabelecidas que me permitirá responder às perguntas que coloco no projeto”.

Este grupo de investigação, continua o investigador, “tem aplicado, de forma bem-sucedida, métodos moleculares em larga escala para definir as vias e mecanismos essenciais associados a inúmeros processos celulares e na identificação de genes modificadores em modelos de doença, como é o meu caso»”.

Neste sentido, sublinha Vítor Teixeira, “terei oportunidade de adquirir novas competências técnicas em biologia molecular e em estudos genéticos em larga escala, assim como estabelecer novos contactos e parcerias científicas”.

O investigador pretende igualmente “transferir esta tecnologia para o nosso país, e estabelecer, no i3S, novas ferramentas que abrirão caminho para a realização de análises genéticas em grande escala e para determinar novos alvos moleculares com o objetivo de avaliar os seus potenciais terapêuticos em contexto de doença”.

Fonte: Portal de Notícias da U.Porto

Investigador do ISPUP desenvolve “app” para diagnosticar asma em refugiados ucranianos

Exposição prolongada a poluentes do ar e traumas psicológicos graves são os fatores que mais contribuem para o desenvolvimento e agravamento dos sintomas da asma. FOTO: DR

Uma equipa de investigadores e alergologistas de renome internacional – encabeçada em Portugal por João Rufoinvestigador do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) – juntou-se com o objetivo de desenvolver uma aplicação para dispositivos móveis que irá prever a probabilidade de um indivíduo exposto ao conflito da Ucrânia desenvolver asma.

Esta ferramenta terá como principal objetivo auxiliar os médicos no diagnóstico e tratamento da asma em refugiados ucranianos, estimando o potencial risco de desenvolvimento dos sintomas desta doença, de acordo com os fatores ambientais e psicossociais a que o indivíduo esteve exposto.

Além da aplicação, esta taskforce, criada pela Academia Europeia de Alergologia e Imunologia Clínica (EAACI) lançará também um conjunto de recomendações clínicas para os Serviços Nacionais de Saúde dos países envolvidos, de forma a apoiar a criação de um procedimento standard na monitorização da asma, nos refugiados ucranianos.

Asma: uma cicatriz da guerra

Sabe-se hoje, pela observação e estudo de conflitos e catástrofes anteriores – como foram a Guerra do Golfo, o ataque ao World Trade Center e a consequente Guerra do Iraque e, mais recentemente, a Guerra Civil na Síria – que o desenvolvimento de asma está diretamente associado a estes contextos, pela exposição a diferentes fatores ambientais e psicossociais.

A exposição prolongada a poluentes do ar e as condições de vida extremas, potenciadoras de traumas psicológicos graves, são os fatores que mais contribuem para o desenvolvimento e agravamento dos sintomas da asma.

No caso da guerra civil na Síria, que se prolonga desde 2011, um estudo, que analisou a prevalência da asma e a qualidade de vida dos indivíduos com asma que tiveram que se proteger da guerra num abrigo em Damasco (capital síria), mostrou que 70% das pessoas sentiram que a doença se agravou desde que entraram no abrigo e 44%, que antes do conflito não eram asmáticas, passaram a reportar sintomas da doença.

Estas observações sugerem que a asma é subdiagnosticada e subtratada em contexto de guerra, o que, potencialmente, fará com que as manifestações da doença sejam muito mais graves, nos anos seguintes, para estas populações.

A Guerra na Ucrânia

No caso concreto do conflito armado da Ucrânia, as explosões de depósitos de combustível e os bombardeamentos com dispositivos de fragmentação expuseram os ucranianos (e algumas populações vizinhas) a concentrações de poluentes ambientais muito acima da média. Quando combinada esta exposição com os traumas psicológicos provocados pela guerra, estão criadas as condições “perfeitas” para o aumento da incidência da asma e/ou para o agravamento da doença, nestas populações.

No sentido de se preparar para o aumento do número de casos de asma e para o agravamento das manifestações da doença, a EAACI criou então esta equipa de trabalho internacional, que conta com a participação de Portugal, Espanha, França, Reino Unido, Finlândia, Turquia e ainda de dois países não-europeus, Canadá e África do Sul.

Em Portugal, a taskforce é encabeçada pelo Grupo de Trabalho de Epidemiologia da EAACI, liderado por João Rufo, investigador do ISPUP, especializado nos determinantes ambientais das doenças alérgicas e asma.

Além do desenvolvimento de uma aplicação preditiva para o risco de asma, o grupo de trabalho lançará ainda um conjunto de guidelines para a mitigação dos efeitos adversos Guerra na Europa, em termos de incidência e severidade da doença.

Fonte: Portal de Notícias da U.Porto

Empresas da UPTEC vencem Portugal Ventures Awards 2022

O trabalho desenvolvido pela Azitek valeu-lhe o Prémio de Startup Revelação em 2022. FOTO: DR

Azitek, startup incubada na UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, e a Addvolt, empresas graduada da UPTEC, ambas spin-off U.Porto, conquistaram, respetivamente, os prémios da Startup Revelação e Startup Indústria & Tecnologia dos Portugal Ventures Awards 2022. A edição deste ano do galardão distinguiu ainda Bruno Azevedo, CEO e cofundador da Addvolt, como o Empreendedor do Ano.

Azitek, fundada por alumni da Faculdade de Engenharia da U.Porto (FEUP), desenvolve uma solução integrada, através de uma tecnologia de radiofrequência, que monitoriza ativos importantes para empresas. A startup trabalha desde o hardware até à cloud e a sua tecnologia tem duas grandes aplicações: monitorizar comboios logísticos e empilhadores em chão-de-fábrica e seguir todo o tipo de ativos — como paletes, bobines, caixas de plástico, carros, caixotes do lixo, entre outros.

“Esta distinção por parte da Portugal Ventures vem valorizar o caminho da empresa no ano de 2022 e reforça, claramente, as nossas expectativas para o futuro. Agradecemos todo o apoio dado pela Portugal Ventures e a confiança depositada em nós para a escolha de Startup Revelação.”, afirma José Valente, CEO e fundador da Azitek.

Addvolt, por sua vez, viu premiado um percurso marcado pelo desenvolvimento de um sistema plug-in elétrico, que assegura a distribuição de produtos frescos e congelados sem recorrer ao uso de diesel. Além disso, é livre de emissões de CO2 e opera com baixo ruído devido à combinação de veículo a gás com um inovador sistema de refrigeração alimentado em modo elétrico. 

Fundada em 2014 por quatro alumni da FEUP e atualmente presente em mais de dez mercados de três continentes, a Addvolt está e tem importantes parcerias estratégicas, como é o caso da HAVI Portugal, uma empresa de logística mundialmente reconhecida. Mais recentemente, a empresa venceu a 18ª edição dos Prémios PME Inovação COTEC-BPI.

Ao sucesso da Addvolt está fortemente ligado Bruno Azevedo, CEO e cofundador da empresa que, em 2020, integrou a lista dos 30 melhores talentos europeus com 30 anos ou menos, para a revista Forbes.

Bruno Azevedo, CEO da Addvolt, foi eleito o Empreendedor do Ano 2022. (Foto DR)

A edição 2022 dos Portugal Ventures Awards entregou um total de dez distinções, destinadas a reconhecer startups que apresentem percursos de excelência 

Fonte: Portal de Notícias da U.Porto

Tradicional almoço de Natal junta a Família Orfeónica

Decorreu no passado dia 3 de dezembro, na Fundação Cupertino de Miranda, o almoço de Natal da Família Orfeónica da Universidade do Porto, que representou um momento de convívio entre orfeonistas, antigos orfeonistas e respetivas famílias.

Além de comemorar a quadra, o evento foi ocasião para trocar o abraço que ficou suspenso, partilhar as histórias guardadas, os momentos mais marcantes e brindar como um abraço coletivo de celebração pelo momento e pela união entre todos os presentes.

O almoço foi presidido pela Pró-Reitora das Infraestruturas Culturais e Alumni, Professora Olívia Pestana, tendo prestado homenagem àquele grupo magnífico de atuais e futuros Alumni da Universidade do Porto.

O encontro foi pautado por vários momentos musicais, protagonizados pelos estudantes do OUP, que contribuíram para realçar o amor pela Alma Mater tão característica e presente nestes momentos.

Projeto Travessias

A Área Alumni da U.Porto em colaboração com a Profª Gissele Alves da Universidade de Brasília e Embaixadora Alumni de Intercâmbio, convida a participar no próximo dia 16 de novembro, pelas 20h00 (hora portuguesa), no último encontro do Projeto Travessias.

Cada evento tem como foco um convidado, sua origem, seus percursos e projetos académico-profissionais, estando este reservado para o Professor João Miguel Trancoso Teixeira Lopes, Doutor em Sociologia pela universidade do Porto.

As inscrições são gratuitas, mas obrigatórias. Inscreva-se em https://tinyurl.com/projetotravessias